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O prefeito Arthur Virgílio do Carmo Neto, como se vislumbrasse no horizonte, toldado, todas as suas pretensões de concorrer à Presidência da República depois de passar pelas prévias do PSDB, construiu uma espécie de refrão aos jovens amazonenses:

“Que surjam gerações e mais gerações de pessoas que não se conformem com essa segregação do norte do país, como se nós fôssemos cidadãos de segunda categoria e nós não somos. Ao contrário, somos até de primeira, garantindo para o Brasil a última fronteira possível de desenvolvimento do país”.

Bem ao estilo do tribuno de grandes embates políticos pela redemocratização do país, durante o período de exceção, como as “Diretas Já”! no palanque de Ulisses Guimarães, Arthur Neto, justificou o refrão aludindo à sofreguidão de Geraldo Alckmin, presidente do PSDB, de querer ser de qualquer maneira, à todo o preço, dê no que der, custe o que custar, doa a quem doer, o candidato à Presidência da República.

“A gente tem que ter garra enquanto luta, mas, também, noção de que em todo jogo democrático tem regras. E quando vejo essas prévias aí,.. ele (Alckmin) não estabeleceu regras comigo. A regra é me amassar, a regra é me derrotar, a regra é pisar em mim, a regra é querer me humilhar. Mas, humilhar não conseguirá, nunca”, advertiu o prefeito de Manaus após participar da 2ª Reunião Ordinária da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), realizada, quinta-feira, 22.

Visivelmente insatisfeito com as regras impostas pelo presidente do partido tucano, Arthur Neto esculpiu com arte e habilidade do artesão o lado obscuro e autoritário do governador de São Paulo.

Segundo ele, com o vil propósito de segregá-lo da disputa presidencial, Geraldo Alckmin tem se dedicado com extrema obsessão em lhe tirar o espaço que com ele seria disputado nos debates internos do partido.

“Quem sabe ainda caia em si e perceba que se ele não conseguir vencer um obstáculo interno muito difícil será capaz de enfrentar obstáculos externos. Eu estou pronto para enfrentar os obstáculos internos e externos”, admite.

Declarando-se avesso à ideia de matar e morrer para ser isso e aquilo, Arthur Neto disse que, depois de esperar muito pelas prévias, recusou falar, na quarta-feira, 21, com Geraldo Alckmin que o procurou em várias ligações telefônicas.

“O que ele quer de mim, compreensão?  Um debate, em vez de 10. Será que aguenta um debate de seis horas comigo, em pé, respondendo as perguntas que um faça para o outro, sem censura, sem a prerrogativa de ser o presidente do partido, será que aceitaria isso? Já me daria por satisfeito se aceitasse.

Durante o decorrer da 2ª Reunião Ordinária da Fieam, onde ouviu empresários e falou de seus planos para 2018, Arthur Neto encerrou a sua participação nos debates, sereno e reflexivo, com uma declaração que só aos sábios, em momentos de luz e suprema inspiração, é permitido;

“Quando eu comecei não pensava, nunca pensei em disputar a Presidência da República. Meu pai não pensava nisso. Os grandes líderes que o Amazonas já teve não pensaram nisso. Hoje, eu queria conclamar e passar para os jovens do meu estado a ideia de que devem ter na cabeça, sempre, bem claramente, o permanente propósito da disputa pela Presidência do Brasil”.


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