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Com o objetivo de debater medidas de segurança para as escolas públicas da rede de ensino estadual da capital, o deputado estadual Carlos Alberto (PRB), Ouvidor e Corregedor da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e diversas autoridades do Estado apresentaram ideias para combater a criminalidade dentro e fora de colégios durante audiência pública realizada na manhã de ontem (23), no miniplenário Cônego Azevedo da Casa Legislativa.  Segundo o parlamentar, a reunião foi de suma importância para unir forças em prol da sociedade.

“É algo que nós precisamos fazer sempre. O propósito dessa audiência pública foi discutir a aplicação de medidas para reforçar a segurança nas unidades escolares. No ano passado, a polícia registrou diversos assaltos nos colégios do Estado, por isso, neste ano queremos diminuir esse índice de roubos e furtos aos alunos, pais, professores e gestores”, destacou Carlos Alberto.

Para o tenente-coronel da Polícia Militar (PM), Vinicius Almeida, a segurança nas escolas deve ser debatida constantemente. “Não é só a polícia que precisa cuidar desse tipo de assunto, os gestores, estudantes, genitores e comunidade também precisam participar desse processo. Temos que andar de mãos dadas”, disse o PM.

Conforme Ouvidor Ricardo Henrique Soares, da Secretaria de Estado de Educação e Ensino de Qualidade (Seduc), a ideia de alinhar pais, alunos e gestores é um dos objetivos de diminuir os índices de roubos no entorno e dentro das escolas. “Precisamos ouvir os comunitários. Atualmente, temos feito avaliações, analisamos dados e queremos mudar esses números que acontecem na capital amazonense”, frisou Soares.

A presidente do Conselho Estadual de Direitos da Criança e Adolescente, Amanda Cristina Ferreira revelou que não ocorre somente à violência externa, mas as autoridades precisam ficar atentas aos casos que acontecem dentro dos colégios. “O crime nas escolas precisa ser combatido pela forma educativa e pedagógica. É uma construção coletiva. Temos várias formas de violência como brigas entre alunos, crimes contra professores, pichações e dentre outras situações. Precisamos mudar esse quadro urgentemente”, avaliou Ferreira.

A aluna Aline Ramos, da Escola Marcoantônio Vilaça comenta que o colégio dela é uma segunda casa. “Eu me sinto segura dentro da minha residência e quero segurança na minha escola. A educação é a base de tudo e espero olhem com mais atenção para a nossa área”, disse a estudante.

Durante o evento estiveram presentes coordenadores distritais, alunos de outras escolas, diretores de escolas e Conselheiros Tutelares. Eles participaram com sugestões e perguntas durante a audiência pública.

Projeto Ronda na Escola

Durante a audiência pública, o sargento da PM Ronaldo Cardoso, da 3ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) apresentou o projeto Ronda na Escola. De acordo com ele, desde 2016, a polícia atua da educação infantil ao ensino médio. “Fazemos abordagem educativa, levamos palestras e ouvimos a comunidade para melhorar a segurança dentro e fora das escolas”, comentou Cardoso.

Dados

O delegado geral-adjunto da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) Antônio Chicre Neto afirmou que 90% das ocorrências a alunos, professores e gestores ocorrem dentro das escolas. Segundo ele, a polícia atua no Estado como um consultório médico. “Os gestores das escolas precisam saber quem é o comandante e o delegado da sua área. Precisamos relatar o que acontece no âmbito escolar dentro das delegacias e somente assim conseguiremos resolver alguma coisa”, explica o delegado da PC-AM.

 


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