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A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármem Lúcia, saiu em defesa da Corte nesta terça-feira (5) e divulgou um vídeo no qual diz que os fatos relatados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, agridem, “de maneira inédita na história do país, a dignidade institucional” da Corte e a honra “de seus integrantes” (assista ao vídeo abaixo).

Na tarde de ontem (segunda-feira, 4), Janot convocou coletiva de imprensa às pressas para anunciar que as delações da JBS poderão ser anuladas. O procurador-geral afirmou que os delatores do grupo empresarial entregaram áudio com gravação de quatro horas com menções a ministros do Supremo, parlamentares e um ex-procurador do Ministério Público Federal (MPF). Na ocasião, Janot classificou as conversas como “gravíssimas” e de conteúdo “exotérico”.

https://www.youtube.com/watch?v=InK4AzgNHK0&feature=youtu.be

Diante das alegações, a ministra pediu urgência e prioridade na apuração, “profunda e definitiva das alegações”, em respeito aso cidadãos brasileiros e também à honra do Judiciário.

Cámem Lúcia afirma ter enviado a, o diretor-geral da Polícia Federal e ao procurador-geral da República um ofício exigindo a investigação imediata, “com definição de datas para início e conclusão dos trabalhos a serem apresentados”. “Afim de que não fique qualquer sombra de dúvida sobre a dignidade deste Supremo”, alega a ministra.

Ontem (5), o ministro Edson Fachin retirou o sigilo do áudio de conversa entre o empresário Joesley Batista e o diretor de relações institucionais da J&F, Ricardo Saud, que motivou a abertura do processo de revisão do acordo de colaboração da JBS. Devido às menções feitas pelos delatores em diálogos com exposições intimas, Janot havia enviado o áudio ao STF sob segredo de Justiça.

Nota à sociedade brasileira

Ontem, o procurador-geral da República veio a público relatar fatos que ele considerou gravíssimos e que envolveram este Supremo Tribunal Federal e seus integrantes.

Agride-se, de maneira inédita na história do país, a dignidade institucional deste Supremo Tribunal e a honorabilidade de seus integrantes.

Impõem-se, pois, com transparência absoluta, urgência, prioridade e presteza a apuração clara, profunda e definitiva das alegações, em respeito ao direito dos cidadãos brasileiros a um Judiciário honrado.

Enviei agora ao diretor-geral da Polícia Federal e ao procurador-geral da República ofícios exigindo a investigação imediata, com definição de datas para início e conclusão dos trabalhos a serem apresentados, com absoluta clareza, a este Supremo Tribunal e à Sociedade Brasileira, a fim de que não fique qualquer sombra de dúvida sobre a dignidade deste Supremo Tribunal Federal e a honorabilidade de seus integrantes.”


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