Guajará é um dos municípios atingidos pela estiagem (Foto Divulgação)
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A Defesa Civil do Amazonas emitiu, na sexta-feira (21/09), por meio do Centro de Monitoramento e Alerta (Cemoa), “Estado de Alerta” para 21 municípios das calhas do Juruá, Purus, Madeira e Alto Solimões, que apresentam cenário climatológico e hidrológico favoráveis à estiagem.

“Nesse período de verão Amazônico, está ocorrendo uma adversidade climática extrema em algumas regiões do Estado. Situação que tem causado uma vazante acentuada, que já afeta algumas comunidades ribeirinhas”, enfatizou o secretário da Defesa Civil do Amazonas, coronel Fernando Pires Júnior.

Municípios atingidos – O Boletim de Alerta abrange os municípios de Guajará, Envira, Ipixuna, Eirunepé, Itamarati e Carauari, na calha do Juruá; Boca do Acre, Canutama, Lábrea e Pauini, na calha do Purus, Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã e Apuí no Madeira, e ainda, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença, Tonantins, Amaturá, Tabatinga e Santo Antônio do Iça, na calha do Alto Solimões.

Nível do rio – Em Humaitá, cidade referência para a medição do nível do rio na calha do Madeira, a cota hoje é de 10,32m. O menor registro foi no dia 11 de outubro de 1969, quando a cota chegou a 8,33m. Nos últimos 30 dias, o rio vazou 1,31m.

Em Eirunepé na calha do Juruá, a régua registrou na data de hoje 2,68m. A mínima histórica na região foi no dia 10 de setembro de 1995, com 1,43m. O rio vazou 73cm nos últimos 30 dias.

A medição em Tabatinga mostra que o nível na calha do Alto Solimões hoje é de aproximadamente 1,94m, a menor cota de -0,68m foi registrada no dia 11 de outubro de 2010. O nível do rio diminuiu 2,81m nos últimos 30 dias.

Já no município de Rio Branco no Acre, que está sendo utilizado como referência para o Purus, o rio Acre está medindo hoje 2,07m, o que deixa o nível a 77cm da cota mínima de 1,30m, registrada no dia 17 de setembro de 2016.

Plano de Contingência – O “Estado de Alerta” é o segundo estágio de um possível desastre. A partir da notificação do órgão estadual, as cidades deverão se preparar para por em prática o Plano de Contingência, para o caso de um agravamento da estiagem.


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