Ciro Gomes na sabatina do OUL, SBT e Folha de S. Paulo - Edilson Dantas / Agência O Globo
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O pré-candidato à Presidência da República Ciro Gomes afirmou, em sabatina promovida pelo jornal Folha de S. Paulo, portal UOL e pelo SBT, que irá revogar as duas principais medidas aprovadas pelo governo de Michel Temer (MDB) se for eleito.

Segundo o presidenciável do PDT, que tem 9% das intenções de voto na última pesquisa Datafolha sem o nome de Lula, o teto de gastos e a reforma trabalhista serão revogados se ele for eleito.

A sabatina foi realizada na manhã de ontem (21), em São Paulo. Ciro também afirmou torcer para que o segundo turno seja entre ele e o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ).

“Gostaria muito de enfrentá-lo, me parece o candidato menos difícil de ser derrotado”, disse Ciro. Para ele, Bolsonaro é fascista e tem propostas “toscas” para o Brasil. Após a sabatina, Ciro afirmou também que se vê disputando o segundo turno contra Geraldo Alckmin, presidenciável do PSDB. Para ele, a disputa com o tucano seria mais desafiadora que com Bolsonaro, “um extremista fascistoide”.

Ciro também despistou sobre quem seria seu vice. Os três principais nomes são o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), o ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda e o empresário Josué Alencar (PR), filho do vice-presidente de Lula, José Alencar (1931-2011). Ele admitiu uma conversa com o empresário e afirmou que seu vice ideal seria alguém do Sudeste e ligado à produção.

“Dia seguinte”

Ciro afirmou que pretende ter “porta aberta” para dialogar com o PSDB após as eleições e que é preciso pensar na governabilidade, mesmo vendo o partido como “antipobre e antipovo”.

Mesmo assim, Ciro criticou o presidencialismo de coalizão. Ao ser questionado como governar sem apoio da maioria do Congresso, o pedetista disse que saberá negociar e que os seis primeiros meses de um possível governo comandado por ele seriam dedicados à reforma fiscal e política.

O presidenciável também afirmou que tentará cumprir o máximo de suas promessas com negociação. “Não sou candidato a ditador do Brasil, candidato a ditador do Brasil é o Bolsonaro”, completou. (Congresso em Foco)


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