Os organizadores dos protestos na Faixa de Gaza pediram um comparecimento em massa aos protestos de sexta-feira (19/10), mas sem que as pessoas se aproximem da fronteira com Israel, depois que o governo anunciou a política de tolerância zero para possíveis incidentes.

“O seu sangue é caro, portanto guarde para construir a nossa pátria”, indicou a organização em comunicado dirigido aos jovens palestinos e para quem o grupo pede para que se reúnam pacificamente.

A Anistia Internacional pediu que Israel se contenha em relação à convocação do movimento islamita Hamas, que controla a região, de intensificar as mobilizações, após a escalada de tensão de quarta-feira por causa do lançamento de dois foguetes a partir de Gaza, um dos quais atingiu uma casa israelense.

Desde o início do movimento conhecido como “Grande Marcha do Retorno”, em 30 de março, 205 palestinos morreram perto da fronteira atingidos por disparos do Exército israelense, tanto nas mobilizações como em incidentes violentos.

Apoiado pelas facções palestinas, o Comitê da Grande Marcha do Retorno considerou que se aproximar da fronteira é dar “justificativa para o inimigo” para “cometer crimes” contra a população.

Conforme o portal israelense “Ynet”, a delegação de inteligência do Egito que se reúne nestes dias com a liderança palestina em Gaza e em Ramala para mediar um acordo de longa duração com Israel, teria pedido para que a violência na fronteira fosse freada para evitar uma nova escalada militar.  (EFE)