Como forma de desenvolver diversas habilidades nos estudantes de 4º e 5º anos do Ensino Fundamental, a Escola Municipal Nova Vida, no Mauazinho, na zona Leste de Manaus, desenvolve o projeto “Da Programação à Produção Textual” e, ontem quinta-feira, (18/10), realizou uma mostra para apresentar à comunidade o trabalho desenvolvido na unidade de ensino.

No projeto, os alunos trabalham com programação em blocos, que ensinam, de forma descomplicada, como é desenvolver um aplicativo ou game, a fim de estimular as habilidades de interpretação e leitura textual.

Além de desenvolver os jogos, os estudantes também criam histórias para os mesmos. Foram apresentados 21 jogos, que variam entre aventura, ação, esportes e quebra-cabeça. O professor Aguinaldo Araújo da Silva, que também coordena o Telecentro da escola, é o responsável pelo projeto. “A linguagem de programação vai além de trabalhar o raciocínio lógico, trabalha com a questão da interpretação e da leitura, porque o aluno tem que ler as orientações, interpretar, para poder montar os jogos. Depois de criar os jogos, pensamos que eles poderiam também contar a história desse jogo. No momento de criar essa história, vem a explosão de criatividade que eles têm e assim começaram a construir os textos”.

O projeto existe desde março deste ano, na unidade, e a gestora Alessandra Gomes aponta uma melhora significativa nos índices educacionais e também um maior envolvimento dos alunos e da comunidade na vida escolar. “Esses projetos de informática, de programação são novos e têm melhorado nosso rendimento em quase 80% em relação à produção de textos, até o próprio comprometimento da criança com a escola. Esses projetos agregam no desenvolvimento das crianças e fazem com que a escola tenha essa integração com a comunidade e os pais”.

Os pais também notaram a diferença na atitude dos filhos, como relata a professora Valéria Rocha, 41, mãe do aluno Ângelo Rocha. Ela conta que o estudante, que possui problemas auditivos e visuais, se desenvolveu muito desde que entrou no projeto.

“O Ângelo era um menino muito tímido. Ele ficou mais extrovertido, seguro, está conseguindo desenvolver mais facilmente textos, a produção dele está muito melhor. Antigamente, ele desenvolvia textos pequenos, hoje em dia estão maiores, nítidos e coerentes. Outra evolução dele foi como pessoa, porque ele passou a ajudar os colegas dentro e fora da escola. Agora, ele se comunica muito mais com adultos, crianças, todos, melhorou 100%”.

Para a gerente pedagógica da Divisão Distrital Zonal Leste 1 (DDZ Leste 1), Marivalda Melo, esse tipo de ação realizada pela escola reflete o que a Semed tem reforçado, que é implementar práticas inovadoras nas escolas, visto que a tecnologia dialoga muito bem com essa atual geração de estudantes.

“Quando me deparo com crianças utilizando a linguagem de programação para unir a aprendizagem do ler e escrever com o brincar, fico muito feliz, porque nossa função primordial de ensinar está sendo cumprida e com os auxílios das novas tecnologias. Eu vi histórias incríveis de crianças que têm todas as tendências para serem grandes escritores e outros alunos que têm potencial para se tornar grandes programadores”.