O governo dos Estados Unidos expressou “tristeza” pela morte do jornalista saudita Jamal Khashoggi, confirmada nesta sexta-feira pela Procuradoria Geral da Arábia Saudita, segundo a agência de notícias pública “SPA”.

“Estamos tristes de saber da confirmação da morte de Khashoggi e oferecemos as nossas mais sentidas condolências à família, à namorada e aos seus amigos”, disse em comunicado a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders.

Os EUA também anunciaram que acompanharão de perto as diversas investigações internacionais “sobre este trágico incidente”.

O presidente Donald Trump afirmou que o Congresso americano desempenhará um papel importante para determinar a resposta dos EUA à Arábia Saudita pela morte de Khashoggi. O governante também disse que essa decisão deverá levar em conta que o reino “é um país muito rico”, com “compras e investimentos” comprometidos por um valor de US$ 450 bilhões aos EUA.

Khashoggi desapareceu no dia 2 de outubro, após entrar no consulado saudita em Istambul para buscar documentos que necessitava para se casar com a namorada.

Mais de duas semanas depois, e com a pressão internacional cada vez maior, o governo saudita reconheceu que Khashoggi morreu em uma “briga” dentro do consulado.

Veículos de imprensa turcos e americanos, no entanto, informaram que a Turquia tem provas que Khashoggi foi assassinado após entrar no consulado por agentes sauditas próximos ao príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, que tinham viajado para Istambul horas antes.