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Dados do Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp) apontam que os homens representam 61% das 386 pessoas que desapareceram no primeiro semestre deste ano, em Manaus. A faixa etária com mais ocorrências é a de homens entre 35 e 64 anos, com 19,4% do total, seguida pelas meninas de 12 a 17 anos, que são 17,1% dos casos.

Segundo a titular da Delegacia Especializada em Ordem e Política Social (Deops), Catarina Torres, as informações de familiares e amigos são fundamentais para as investigações. Por isso, é preciso atenção a qualquer mudança na rotina de pessoas próximas, como parentes, e registrar a ocorrência assim que notar a ausência.

“O registro do desaparecimento deve ser feito assim que um familiar ou pessoa próxima perceber uma ausência fora da rotina, para que seja dado início às investigações”, disse a delegada. “Muita gente diz que é preciso esperar 24 horas, mas isso é um mito. O quanto mais rápido a informação chegar às autoridades policiais, melhor para a investigação e localização”, completou.

Para o delegado adjunto da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), Irineu Brandão Júnior, os pais devem ter estar em alerta com o círculo de amizade dos filhos, inclusive no ambiente virtual. “Muitos pais não se preocupam com quem os filhos se relacionam e o que eles acessam na internet”, disse.

Irineu também destaca a relevância dos pais manterem um relacionamento mais estreito com os filhos. Em parte significativa dos casos de desaparecimentos, os pais não sabem informar quem são os amigos ou pessoas mais próximas das crianças e adolescentes.

Informações – Na hora de registrar o Boletim de Ocorrência (BO), é importante fornecer informações detalhadas, como a roupa com que a pessoa estava vestida, características físicas como tatuagens e cicatrizes, entre outras, salienta a delegada Catarina Torres.

É importante também que o familiar ou pessoa próxima leve uma foto recente ao comunicar o desaparecimento. “Muitas vezes o próprio familiar acaba atrapalhando as investigações por não nos fornecer todas as informações, omitindo se o desaparecido é usuário de drogas, se sofreu ameaças ou tem passagem pela polícia. Todas essas informações são importantíssimas”, disse Catarina Torres.

Conforme a delegada, durante as investigações, o banco de cadáveres do Instituto Médico Legal (IML) e os registros de pessoas internadas em hospitais sem identidade são checados. Familiares também devem ajudar nesse processo, fazendo buscas em hospitais, postos de saúde, delegacias, abrigos públicos e no IML.

“Acompanhamos diariamente essas informações. Já aconteceu do familiar ter sofrido um acidente, morrer e ser removido para o IML e a família não ter tido conhecimento”, ressaltou Torres.

Notificação dos casos – O registro de desaparecimento pode ser feito por familiares ou amigos em qualquer delegacia. No caso de crianças e adolescentes (até 17 anos), o registro pode ser feito diretamente na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), localizada na Rua 6, Conjunto Bela Vista, Planalto.

Casos de pessoas a partir de 18 anos podem ser registradas diretamente na DEOPS, de segunda à sexta-feira. A unidade funciona em horário comercial na Delegacia Geral, na Avenida Pedro Teixeira, Dom Pedro, em frente ao Sambódromo. O telefone é 3214-2268.

De janeiro até junho deste ano, dez pessoas desaparecidas foram encontradas pela polícia. Diariamente, a Polícia Civil do Amazonas divulga as fotos de pessoas desaparecidas e os contatos telefônicos para que a população possa ajudar com informações. O site da instituição também disponibiliza as fotos www.policiacivil.am.gov.br.


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