"Não tem como ir pra rua com a barriga aberta. É risco de infecção, é risco de arrebentar", diz Flávio sobre situação do pai
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Líder nas pesquisas de intenção de voto, o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) não fará campanha de rua nem em vídeo no primeiro turno das eleições, segundo um de seus filhos, o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Em entrevista à rádio 97,1 FM, do Rio, Flávio disse que a orientação dos médicos é que Bolsonaro evite falar para não agravar seu quadro clínico.

O candidato está na UTI do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde se recupera de uma cirurgia de emergência para desobstrução intestinal, causada pelo atentado do último dia 6 em Juiz de Fora (MG). Flávio admite que o pai dificilmente voltará às ruas caso avance para o segundo turno.

“Ele não está conseguindo nem falar direito, então não pode ir para a internet para fazer transmissão ao vivo. A orientação médica é que nem fale, porque quando fala acumula gases e pode ocasionar mais dor ainda”, disse Flávio. “Ao que tudo indica, no primeiro turno não vai ter mais condições médicas de ir para a rua de novo. Praticamente impossível. A cirurgia de reconstituição do intestino dele vai acontecer daqui a dois meses ou mais, não tem como ir pra rua com a barriga aberta. É risco de infecção, é risco de arrebentar. É totalmente contraindicado”, ressaltou.

Segundo turno em perigo

Caso volte às ruas somente após a reconstituição do intestino, Bolsonaro também ficará de fora da campanha de rua em um eventual segundo turno, que ocorrerá em 28 de outubro. Os efeitos da facada na barriga do presidenciável forçaram uma mudança na estratégia da campanha.

Segundo O Globo, para manter a candidatura em evidência, os integrantes da campanha vão se dividir para cumprir as agendas e reforçar, nas plataformas digitais, o discurso de que Bolsonaro terá condições de retomar as atividades em eventual segundo turno. Os aliados do deputado também pretendem utilizar vídeos gravados antes da hospitalização.

O presidente do PSL de São Paulo, deputado Major Olímpio, prevê a redução do número de simpatizantes nas ruas. “Não temos essa capacidade de levar milhares de pessoas às ruas, como é uma característica e uma força do Jair Bolsonaro. Mas vamos levar a mensagem.”

De acordo com o último boletim médico do Albert Einstein, Bolsonaro está recebendo analgésicos e não teve complicações nas últimas horas: “Em razão do procedimento cirúrgico, o ex-capitão do exército se mantém em jejum e recebe alimentação por via endovenosa”. Especialistas em cirurgia no aparelho digestivo ouvidos pelo Globo estimam que Bolsonaro deve ficar no mínimo entre 10 a 15 dias no hospital, a recuperação deve demorar um mês. (Congresso em Foco)


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