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O empresário Leandro Guerreiro, denunciado pela morte do policial civil Raylen Caldas Gomes, no dia 2 de dezembro de 2009, continua sendo beneficiado pela justiça amazonense. Além de não sentar no banco dos réus, depois de uma manobra no Tribunal de Justiça do Amazonas, que desqualificou o crime de doloso (quando se tem a intenção de matar) para culposo (sem intenção de matar), ele foi agraciado com a autorização para permanecer até maio deste ano em Miami nos Estados Unidos, onde está desde outubro do ano passado.

A autorização para Leandro Guerreiro, permanecer viajando pelos Estados Unidos, enquanto a família do policial assassinado de maneira cruel na frente da esposa Maria do Perpétuo Socorro Feijó, estão há 4 anos aguardando que a justiça seja feita, foi dada dia 9 do mês passado pela juíza Careen Aguiar Fernandes, que seguiu parecer favorável do promotor Jefferson Neves de Carvalho, que disse “não ter nada a opor”.

No seu despacho, a juíza seguiu a tese alegada pela defesa para conseguir a permanência de Leandro, nos Estados Unidos, está ele sendo ameaçado pela família da vítima, ela diz que “visando sua qualificação profissional, bem como a sua segurança e de seus familiares, e, sobretudo, por não haver, ainda, audiência designada, requer seja autorizada a permanência em Miami-EUA, até 31/05/2014”.

Em busca de justiça familiarers chegaram a fazer manifestação em frente ao Fórum

Muitas autorizações

Essa não foi a primeira vez que Leandro Guerreiro, denunciado pela morte de Raylen Caldas, é beneficiado com viagens pela Justiça. Em fevereiro de 2010, dois meses depois de matar com um tiro na nuca o policial, o empresário filho de Mário Guerreiro, foi autorizado pelo hoje juiz aposentado pelo CNJ, Hugo Levy, a passar 30 dias em Miami Beach, na Flórida nos Estados Unidos.

Guerreiro, depois de passar 30 dias nos Estados Unidos, voltou a ser beneficiado pela Justiça, para viajar também Hugo Levy, em abril do mesmo ano ele voltou a ser autorizado a voltar aos EUA.

Ainda em 2010, Leandro Guerreiro, conseguiu outra autorização para viajar aos Estados Unidos, desta vez assinado pela juíza Mirza Telma de Oliveira Cunha.

Entenda o caso

O investigador da Polícia Civil Raylen Caldas foi morto em 2 de dezembro de 2009, depois de uma discussão com o vigilante Francisco Augusto Vieira Magalhães, por vaga no estacionamento da loja Word Micro, localizada no Boulevard Amazonas.

O vigilante discutiu com um flanelinha. O policial, que estava acompanhado de sua esposa Maria do Socorro Caldas Gomes, ao ver o segurança armado se identificou e resolveu entrar na loja para falar com o patrão de Francisco.

De acordo com depoimento da viúva, Raylen se identificou para a recepcionista e ao gerente, foi quando Leandro Guerreiro apareceu armado com um revólver e efetuou um disparo na nuca do policial, que morreu no local.


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