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Para o ministro da Justiça da Argentina, Germán Garavano, é necessário que a ex-presidente e atual senadora Cristina Kirchner explique à Justiça os casos de corrupção que a envolvem, mas ela não deve ter a prisão preventiva decretada antes do julgamento.

Em entrevista à Agência Efe, ele disse querer transmitir uma “postura muito cautelosa” e argumentou que a prisão preventiva, reservada a casos em que há risco de fuga ou de obstrução da justiça, deve ser um “remédio de exceção”.

“Eu entendo que as pessoas que se sintam enganadas, roubadas e você pode reclamar. Mas, a partir da institucionalidade, nosso dever é argumentar que o que importa não é a prisão, mas o julgamento e se a pessoa é culpada ou inocente. Aí você pode decidir a prisão”, disse Garavano.

Acusada em cinco casos, principalmente por corrupção relacionada à gestão de obras públicas, Cristina foi recentemente envolvida em outra investigação por supostos pagamento milionários de propinas durante as gestões kirchneristas.

Por ter foro privilegiado como senadora, a também viúva do ex-presidente Nestor Kirchner não pode ser detida – nem preventivamente e nem após uma condenação – a menos que o Senado autorize.

“O desafio de todos os juízes nessas investigações é que os casos vêm à tona e todas essas coisas não podem ser debatidas. Isso é o que dá mais garantias a todos” enfatizou Garavano.

Em sua opinião, “seria importante” para a ex-presidente – que sempre que foi citada pelo juiz apresentou uma carta e nunca deu seu depoimento – poder explicar as acusações ou estabelecer responsabilidades de seus colaboradores, se de fato não souber do que se tratava.

“Eu acho que os próprios eleitores merecem essa explicação”, disse o ministro, lembrando que muitos dos principais funcionários de Kirchner estão detidos.

Desde que deixou a presidência – no final de 2015 e os problemas legais começaram a surgir -, Cristina culpa o atual governo de perseguição política conduzida por Macri, que, segundo ela, tenta encobrir os problemas econômicos do país para a opinião pública, marcados pela desvalorização abrupta do peso.

“Quem dera fosse tão fácil. A tempestade econômica é forte, sentida por todos os argentinos. Não tem jeito de uma coisa tapar a outra. São dois canais completamente independentes”, disse o ministro. (EFE)


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