Ontem quinta-feira (18 de Outubro) foi celebrado o Dia do Médico. Apesar dos desafios diários inerentes à profissão, médicos da rede estadual de saúde apontam avanços a serem comemorados. Entre as melhorias ocorridas este ano, eles citam: a ampliação da oferta de serviços, reajuste salarial após jejum de 4 anos, retomada e universalização do auxílio alimentação (suspenso desde 2016) e melhorias físicas nas unidades de saúde (incluindo aquisição de equipamentos, reativação de leitos e climatização).

O clínico-geral e pediatra Raimundo Derval, que atende na Policlínica Codajás e é servidor da Secretaria de Estado da Saúde (Susam) há mais de 20 anos, comemora a valorização dos profissionais, promovida na atual gestão. “Estávamos há muito tempo sem reajuste salarial e pudemos, finalmente, experimentar isso novamente. Além disso, o benefício do ticket alimentação também veio para somar. Passamos por uma mudança que não víamos há muito tempo. Fazia um bom tempo que não tínhamos uma satisfação deste tipo”, revela.

Em maio deste ano, o Governo do Estado sancionou a Lei n. 4.596/2018, concedendo 10,85% de reposição salarial aos profissionais da saúde. E, após retomar o pagamento do auxílio alimentação e estendê-lo a todos os servidores, da capital e interior, o valor aumentou de R$ 220 para R$ 420.

O reajuste concedido é referente à soma das datas-bases dos anos de 2015 (8,17%) e 2018 (a 2,68%), e foi definido e aprovado na Mesa Estadual de Negociação Permanente do SUS, entre Governo do Estado e sindicatos dos servidores da saúde.

Além disso, o médico também avalia que o atendimento aos usuários melhorou, principalmente, por conta da mudança no sistema de fila automatizada. Segundo ele, o sistema tornou mais justo o acesso da população ao atendimento, eliminando as filas, que eram comuns nas madrugadas. “Na Policlínica Codajás, as filas desapareceram”, declara.

Ele também cita a instalação de novos equipamentos e melhorias físicas nas unidades, como a revitalização dos sistemas de refrigeração, com substituição dos aparelhos de ar-condicionado, como um dos pontos positivos da atual gestão. “São melhoras significativas e progressivas, para maior conforto dos médicos e pacientes”, afirmou.

Gestão e comando

Já o cirurgião oncológico Paulo Mendonça afirma que o novo olhar sobre a saúde contribuiu para a implantação de ações efetivas, que resultaram em melhorias no atendimento, nas unidades da rede pública. Na opinião dele, o sistema altamente desorganizado de antes, deu lugar a uma gestão mais dinâmica e padronizada. “Agora, quando os problemas surgem, elaboramos uma estratégia para resolução imediata”, destaca.

Na avaliação do médico, o fluxo de pacientes está muito mais dinâmico, com atuações mais integradas entre as unidades, o que proporciona a médicos e pacientes um atendimento de excelência. “Antes, as unidades eram como ilhas, atuando isoladamente. Agora, conversam entre si. Com maior integração e gestão participativa entre as unidades é possível dar um melhor atendimento aos pacientes. Nós, médicos, temos hoje autonomia para botar em prática a melhor Medicina”, ressaltou.

O secretário estadual de Saúde, Orestes Guimarães de Melo Filho, vê a valorização dos servidores como uma das marcas da atual gestão. Ele destaca que, assim que a nova administração assumiu, foi realizado um censo com todos os colaboradores. “O objetivo foi conhecer melhor cada servidor, onde estão trabalhando e o que estão fazendo. Um verdadeiro raio x do setor”, explica.

Ele faz questão de registrar a atuação dos médicos no projeto de reconstrução da saúde, que vem sendo implementado desde outubro do ano passado. “A parceria dos profissionais médicos tem sido de fundamental importância, para a transformação do setor, que encontramos com sérios problemas, que precisavam ser resolvidos em pouco tempo”, frisou.