De janeiro a agosto de 2018, as forças estaduais de segurança pública do Amazonas apreenderam 1.418 mil armas de fogo que estavam nas mãos de criminosos em Manaus, de acordo com informações do Instituto de Criminalística (IC), responsável pela perícia no material. Em média, foram 177 apreensões por mês em 2018.

A apreensão é uma medida importante na prevenção de crimes, afirma o secretário executivo adjunto de Inteligência, delegado Herbert Lopes. “O acesso às armas de fogo, na atual conjuntura, estimula a violência e consequentemente a prática de crimes”, disse.

Todas as armas de fogo apreendidas pelas forças de segurança do Estado são encaminhadas ao setor de Balística Forense do IC, onde passam por perícia. Segundo o diretor do Instituto, perito criminal Wanderlei Pires, são verificados itens como o calibre, sistema de tiro, modelo, número de série, entre outros – são mais de dez itens analisados. “A perícia nas armas é uma exigência prevista no Código de Processo Penal. É o trabalho do perito que vai dizer se uma arma é eficiente para efetuar tiros, por exemplo. Este processo ocorre após testes que são feitos em estande de tiros”, explicou Pires.

Após a perícia, o laudo é entregue aos delegados responsáveis pelas investigações e as armas são recolhidas pela Divisão de Recebimento, Análise e Distribuição (Drad) da Polícia Civil (PC), que envia o material para a Justiça Estadual.

Neste ano, de janeiro a julho, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) enviou ao Exército três lotes de armas – incluindo simulacros – para serem destruídos. Conforme informações do TJAM, as armas passam por uma prensa e depois são incineradas em um processo que utiliza produto químico. O resultado é a transformação do material prensado em blocos de ferro.

Desde o fim do ano passado, a posse ou o porte ilegal de armas de fogo de uso restrito – reservadas a agentes de segurança pública e às Forças Armadas, como fuzis e metralhadoras – passaram a ser considerados crimes hediondos. A pena varia de três a seis anos, além de multa.

Em todo o ano passado, foram apreendidas 2,1 mil armas na capital amazonense, incluindo simulacros, armas artesanais, de airsoft, entre outras. Os números são referentes às entradas de itens para realização de laudos no Instituto de Criminalística. Neste ano, as apreensões estão 3,1% maiores que no mesmo período do ano passado, quando 1.375 armas foram apreendidas.

Apreensões – Neste ano, o maior volume de apreensões foi de revólveres, especialmente de calibre 38, que respondem por uma em cada três armas apreendidas (34,2%) no Estado. Em seguida aparecem as pistolas, que representam 17,9% das apreensões de 2018.

O mês de abril registrou a maior quantidade de armas apreendias neste ano, com 211 unidades. Parte desse armamento foi apreendido no âmbito da Operação Banzeiro, que resultou na prisão de 13 pessoas com diversas armas, incluindo uma com capacidade para abater aviões.

Nesta ação, foram apreendidos dois revólveres calibre 38, uma pistola 380 com numeração raspada, um rifle calibre 44, diversas munições, além da metralhadora .30. Segundo a polícia, a metralhadora tem capacidade de efetuar cerca de 600 disparos por minuto.

Em julho, em uma ação que resultou na prisão de seis criminosos e na morte de outros cinco suspeitos que se deslocavam para executar integrantes de uma organização criminosa rival, foram apreendidas cinco pistolas, incluindo uma de uso restrito, e duas espingardas calibre 12 com munições.

O mês de agosto teve o segundo maior volume de apreensões deste ano, com 190 armas retiradas das ruas pelas forças de segurança do Estado.