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O celular tornou-se uma ferramenta indispensável para maioria das pessoas. O aparelho tem sido a base de um projeto de Iniciação Científica Júnior desenvolvido no interior do Amazonas, que utiliza o instrumento como ferramenta pedagógica. O trabalho é realizado na Escola Estadual de Tempo Integral Álvaro Maia, no município de Humaitá.

O projeto é desenvolvido por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), edição 2018, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) e Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Como forma de conscientização quanto à dependência dos alunos com relação ao celular, a proposta do trabalho é de viabilizar o uso do aparelho no processo de ensino aprendizagem.

O coordenador do projeto, Marcos Antônio Oliveira, disse que decidiu realizar o trabalho na escola devido o celular fazer parte da vida diária dos alunos o que causa também dependência em seu uso. Ele afirma que a ausência do aparelho chega até mesmo a provocar transtornos psicológicos nos alunos. As regras impostas pela família e instituições escolares na tentativa de impedir o uso em sala de aula tem sido ineficiente. “O objetivo desse trabalho é viabilizar o celular como uma opção a mais de pesquisa escolar funcionando como um ambiente virtual disponível aos alunos 24 horas”, contou.

Professor de História na escola, Oliveira explicou que os slides trabalhados em sala de aula são postados no grupo de um aplicativo para smartphone, que é administrado pelo professor coordenador e a gestora da escola. Antes de cada avaliação é cedido em torno de 10 minutos para que os alunos possam consultar os slides enviados com conteúdos das avaliações.“Para permitir que os alunos que não possuem celulares sejam beneficiados pela produção de conhecimento obtido no grupo são realizados debates em sala aula com os membros participantes com foco nos materiais postados”, disse.

Conteúdos digitais

Conforme o professor, os livros também são usados durante as aulas, mas  o efeito produzido por meio do projeto no processo de ensino aprendizagem aumentou com a leitura dos conteúdos digitais.“A maioria dos estudantes seja por desinteresse ou pelo peso dos livros não levam os mesmos para a sala de aula e quando levam priorizam os livros de português e matemática. Quase todos  possuem aparelhos celulares de última geração e os transportam diariamente à escola em seus bolsos ou bolsas escolares”, detalhou.

Outro ponto positivo do projeto é que nas aulas os alunos demonstram interesse em discutir determinados trechos de textos ou imagens postados no grupo aumentando o desempenho durante as avaliações.

Para aluna e bolsista do PCE Laís Ferreira dos Santos, 3ª série do Ensino Médio, o projeto é importante por tornar os conteúdos debatidos em sala de aula atrativos e digitais. “É algo que nos ajuda não apenas na aprendizagem em sala de aula, mas também nos auxilia como preparatório para prestarmos o vestibular, pois os conteúdos postados também são relacionados a estes temas”, informou.

A estudante Thalia Aparecida dos Santos, da 2ª série do Ensino Médio,  conta que a atividade proporciona estudar história de maneira diferente. “São postados no grupo materiais que reforçam o estudo em sala de aula, tais como textos, imagens, vídeos e o próprio slide que o professor usa em sala de aula. Tudo isso faz com que o aluno adquira mais conhecimento por conta do celular ser presente na vida dos jovens”, disse.

Já para Radyjia de Lima, da 2ª série do Ensino Médio,  o projeto atrai os alunos por envolver a tecnologia no ensino. A estudante conta ainda que quando não está próxima dos livros fica mais fácil de ter o conteúdo a um toque da mão.“Esse projeto nos ajuda a estudar em vários lugares diferentes, por exemplo, na escola, em casa. Com temos acesso mais fácil ao celular podemos levar para vários lugares e facilita o nosso aprendizado no dia a dia”, contou.

PCE – O PCE apoia a participação de professores e estudantes do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª à 3ª série do ensino médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais sediadas no Amazonas e municipal.

Lançado no mês de março, o programa conta com investimento de quase R$ 2,5 milhões para incentivar a aproximação da ciência no ambiente escolar, visando à participação de professores e estudantes, por meio de projetos de Iniciação Científica Junior (ICT/JR).


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