O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta sexta-feira que “se houver determinadas condições”, estaria disposto a viajar até Washington para se reunir com Donald Trump, e afirmou que já convidou seu colega americano para visitar Moscou.

Trump “está convidado para vir a Moscou e estou disposto a ir a Washington, se houver determinadas condições”, disse Putin na entrevista coletiva posterior à cúpula de líderes do grupo Brics que termina hoje na cidade sul-africana.

“Entendo perfeitamente que o presidente Trump deseje realizar novas reuniões e eu estou pronto para isso. Mas é necessário que haja as correspondentes condições”, insistiu o chefe do Kremlin.

Ao mesmo tempo, Putin lembrou que deve se encontrar com Trump ainda neste ano, no marco da cúpula de líderes do G20 que será realizada em Buenos Aires entre os dias 30 de novembro e 1 de dezembro, e mais adiante em outros fóruns internacionais.

“Desta forma, e apesar de todas as dificuldades, neste caso obstáculos (que vêm) da vida política interna dos EUA, nossos contatos continuam”, destacou o líder russo.

Da mesma forma que em outras ocasiões, Putin voltou a elogiar Trump pela sua retidão na hora de cumprir com suas promessas eleitorais.

“Um grande ponto a favor do presidente Trump é que deseja cumprir com as promessas feitas aos eleitores, ao povo americano. (…) Porque o habitual é que, depois das eleições, os líderes se esqueçam rapidamente do que tinha prometido ao povo”, disse o presidente russo.

Apenas alguns dias depois da primeira cúpula bilateral entre Putin e Trump – realizada na semana passada em Helsinque – a Casa Branca anunciou que o desejo do presidente dos EUA era manter uma segunda reunião com seu colega russo ainda neste ano em Washington.

Mas após uma enxurrada de críticas tanto desde a oposição democrata como desde o próprio Partido Republicano, Trump se corrigiu e anunciou através de seu assessor de segurança nacional, John Bolton, que não se encontrará com Putin pelo menos até o começo do próximo ano, quando terminar a investigação da chamada trama russa. (Agência EFE)