O deputado Serafim Corrêa (PSB) disse na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), ontem (13), que repudia os ataques da mídia nacional ao modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) – veiculado pelo jornal Folha de São Paulo ontem (12) – em que a autarquia é classificada como “obsoleta”.

Serafim destacou que o Estado é responsável, em função da ZFM, por mais de 50% da arrecadação federal na região Amazônica – que inclui os estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia e Roraima – e que, mesmo com a isenção do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Importação, as indústrias contribuem com outros  tributos.

“O ataque reiterado na Folha de São Paulo é sobre renúncia fiscal e Zona Franca de Manaus. Nenhuma indústria viria para Manaus se não houvesse isenção de IPI e de Imposto de Importação. Elas só vêm para cá porque têm a isenção desses dois impostos. Mas, em compensação, elas pagam outros impostos, que fazem da ZFM, na Amazônia Ocidental e Oriental, a maior fonte de recursos em favor da União. A União aqui arrecada muito mais do que devolve”, disse Serafim.

Segundo a reportagem, a renúncia fiscal por parte das empresas que fazem parte da Zona Franca de Manaus consome R$ 24 bilhões em impostos, o que, de acordo com Serafim, é algo equivocado, pois, sem a renúncia fiscal, as empresas alojadas no Polo Industrial de Manaus (PIM) iriam embora.

“Pelo raciocínio da Folha, se nós acabarmos com a renúncia fiscal da ZFM, nós aumentaríamos a arrecadação em R$ 24 bilhões. Se nós acabarmos com a renúncia fiscal, as empresas iriam embora no outro dia. E elas indo embora no outro dia, nós não voltaríamos a ser nem Porto de Lenha, porque o Ibama não iria deixar. Essa é uma triste realidade. Venho aqui repudiar os ataques da Folha de São Paulo que continua mantendo a visão elitista e paulistana que não consegue enxergar o Brasil além da Avenida Paulista. Não conseguem enxergar o Brasil como um todo. E isso é lamentável”, concluiu.