SALZBURG, AUSTRIA - SEPTEMBER 20: British Prime Minister Theresa May speaks to the media at the conclusion of the summit of leaders of the European Union on September 20, 2018 in Salzburg, Austria. Earlier in the day European Council President Donald Tusk expressed doubt over the United Kingdom's proposal regarding its Brexit negotiations. (Photo by Sean Gallup/Getty Images)
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A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, pediu nesta sexta-feira aos líderes da União Europeia (UE) “respeito” com seu país e solicitou a apresentação de novas propostas que ajudem nas negociações sobre o “brexit”.

Depois que os 27 membros do bloco rejeitaram ontem em Salzburgo, na Áustria, o plano apresentado pelo governo britânico, ela disse em um pronunciamento feito em sua residência oficial e transmitido pela TV, que o diálogo com a UE está em um impasse.

“Ao longo deste processo, tenho tratado a UE com respeito. O Reino Unido espera o mesmo. Um bom relacionamento no final deste processo depende disso. Nesta etapa avançada das negociações não é aceitável simplesmente rejeitar as propostas da outra parte sem dar uma explicação detalhada e nem apresentar contrapropostas,” afirmou a primeira-ministra, ao fazer um balanço da tensa reunião informal de líderes do bloco.

May afirmou que prefere deixar a UE, em 29 de março do ano que vem, sem um acordo do que fazer um “acordo ruim” para seu país, destacando que a principal “linha vermelha” é manter a integridade do Reino Unido.

Segundo ela, não serão aceitas propostas que contemplem “qualquer forma de controle alfandegário” entre Irlanda do Norte e o resto do Reino Unido.

A UE pôs sobre a mesa um mecanismo de emergência que deixaria a região britânica dentro da união aduaneira comunitária, mesmo que Inglaterra, Escócia e País de Gales ficassem de fora, para garantir que não seja criada uma fronteira rígida entre Irlanda do Norte e República da Irlanda, uma solução rejeitada por May.

“É algo que eu nunca vou aceitar e acho que nenhum primeiro-ministro (britânico) aceitaria. Se a União Europeia acha que eu farei isso, está cometendo um sério erro”, disse May.

Além da questão da Irlanda do Norte, May admitiu que Londres e Bruxelas ainda mantêm posições “muito distantes” quanto às bases sobre a relação comercial após o “brexit”.

A primeira-ministra considera que a primeira opção proposta por Bruxelas – a de o Reino Unido se manter no mercado único -, iria contra o referendo de 2016, quando 51,9% dos britânicos votaram a favor do “brexit”.

A segunda opção oferecida pelo bloco é a de assinar um acordo de livre-comércio “básico”, o que, para ela, não resolve o problema alfandegário da Irlanda.

O Reino Unido propõe criar uma zona de livre-comércio para mercadorias entre ambos os lados do Canal da Mancha, uma opção que a UE discorda por considerar que rompe a unidade das quatro liberdades comunitárias de circulação de bens, capitais, serviços e pessoas.

Para May, no entanto, é “a melhor forma de evitar uma fronteira na Irlanda, respeitar o resultado do referendo e a integridade do Reino Unido”. (EFE)


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