O vereador Valmir de Camargo, autor da denúncia, ficou assustado com a quantidade de combustível para uma única escola (Foto Divulgação)

Há três meses das eleições para escolha do futuro governador do Amazonas, o município de Apuí foi contemplado pelo governo – via Secretaria de Educação (Seduc) – com R$ 1.960.988,07 para aquisição de combustível para manutenção dos geradores de energia em comunidades rurais atender com escola do ensino fundamental e médio da rede estadual.

Como apenas uma comunidade do município, ou seja, a de Pedro Colares, não é atendida pela rede de distribuição de energia de Apuí, a publicação do fabuloso convênio de quase R$ 2 milhões, assinado em véspera de eleição, já chegou na ouvidoria Ouvidoria-Geral Ministério Público do Estado por meio do vereador Valmir de Camargo dos Santos (Podemos), conhecido como “Loro Fagundes”.

De acordo com a Notícia de Fato 040.2018.001733, chegada ao Ministério Público do Estado do Amazonas, o convênio exala à prática de crime o patrimônio público na medida que apenas uma comunidade e não as comunidades do município necessita de combustível para alimentar um grupo gerador.

No entendimento do vereador denunciante, o valor definido no convênio nº 10/2018-Seduc, assinado no dia 02 de julho de 2018, por Luis Fonseca de Araújo Filho coordenador de Contratos e Convênios, é desproporcional mesmo que o grupo gerador da comunidade de Pedro Colares não parasse de funcionar até o final do prazo de 182 do convênio. 

“Estamos em período eleitoral. Fica evidente a má-versação desse recurso por parte do governo do estado e do município de Apuí, com dispensa de licitação e quanto a forma de sua aplicação”, admite o vereador Valmir de Camargo dos Santos.

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