O presidente da China, Xi Jinping, confirmou nesta quinta-feira (08/11), que se reunirá com o mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a próxima cúpula de líderes do G20 que acontecerá no fim deste mês na Argentina, informou a agência “Xinhua”.

“Cheguei a um acordo para reunir-me com Trump durante a próxima cúpula do G20, onde as duas partes terão oportunidade de trocar seus pontos de vista em assuntos de interesse comum”, disse Xi durante um encontro que manteve em Pequim com o ex-secretário de Estado americano Henry Kissinger.

Segundo Xi, apesar dos recentes “altos e baixos” na relação bilateral, os laços entre China e EUA mantiveram um “progresso estável” nas últimas quatro décadas. Além disso, o presidente chinês afirmou que o desejo da comunidade internacional é que a relação avance “na direção correta”.

O chanceler chinês, Wang Yi, também se reuniu com Kissinger, que foi definido por Xi como “um velho amigo do povo chinês”, ao elogiar sua contribuição ao restabelecimento dos laços sino-americanos há mais de 40 anos.

Durante a reunião com Kissinger, o ministro chinês considerou que seu país e os Estados Unidos “podem” e “devem” resolver suas diferenças comerciais “de maneira adequada”, isto é, “através de um diálogo em pé de igualdade”.

“A cooperação pode ser benéfica para ambas as partes e é a única opção correta para os dois países. Os interesses comuns são mais importantes do que as diferenças”, disse Wang.

As duas principais potências econômicas do mundo mantêm desde julho uma guerra tarifária, que se soma a uma série de recentes episódios de tensão no Mar da China Meridional, onde navios americanos navegaram por águas que a China reivindica como suas, ato que Pequim considera uma “provocação”.

Na terça-feira, o vice-presidente chinês, Wang Qishan, afirmou em Singapura que o país asiático está preparado para iniciar um diálogo com os EUA para chegar a um acordo “aceitável para as duas partes” em matéria comercial.

A oferta do vice-presidente chinês e as palavras do chanceler coincidem com o anúncio recente do reatamento nesta sexta-feira da segunda rodada de diálogo sobre segurança e diplomacia em Washington, que tinha sido adiada em outubro. (EFE)