Sede do Banco Central, em Brasília. Foto: Dida Sampaio/ Estadão
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Com as medidas de distanciamento social adotadas na segunda quinzena de março para tentar conter a propagação do coronavírus, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) teve queda de 5,90% em março na comparação com fevereiro.

O indicador é considerado uma “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O resultado foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de “compensação” para comparar períodos diferentes).

A mediana das estimativas feitas por economistas ouvidos pelo Projeções Broadcast era de retração de 6% para o indicador na margem, na série com ajuste sazonal. Em fevereiro o indicador avançou 0,35%, para 139,67.

Mesmo com as medidas de isolamento social para contenção do coronavírus concentradas na segunda quinzena do mês, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou quedas em todos os setores da atividade em março: produção industrial (-9,1%), varejo ampliado (-13,4%) e serviços (-6,9%).

“Está claro que as medidas para a contenção do vírus levaram a uma forte queda da demanda doméstica e que o tombo foi pior do que o imaginado”, afirma o economista-chefe do Haitong, Flávio Serrano.

O economista Julio Cesar Barros, da MAG Investimentos, destacou que, como o isolamento social foi iniciado só no fim de março, inicialmente era esperado um impacto mais brando da paralisação da atividade no terceiro mês, com prejuízo mais severo do setor de serviços. “Mas março já mostrou impacto relevante da crise do coronavírus na atividade como um todo. A produção industrial foi afetada de forma relevante, em especial de bens duráveis, como veículos. O varejo só não teve queda maior por causa das vendas de supermercados e farmácias, todo o restante teve desempenho muito ruim.” (Estadão)


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