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O presidente Jair Bolsonaro reclamou e sugeriu que o então ministro da Justiça, Sergio Moro, pedisse demissão por discordar de sua opinião sobre a prisão de pessoas que descumprisssem regras de isolamento na pandemia de coronavírus.

“Se esta matéria for verdadeira: Todos os ministros, caso queira (sic) contrariar o PR, pode fazê-lo, mas tenha dignidade para se demitir”, diz a mensagem do presidente, enviada no dia 12 de abril, logo encaminhar o link para uma reportagem do jornal “Valo Econômico” daquele domingo.

A publicação noticiou a participação de Moro em uma videoconferência de uma empresa de investimentos, onde o então ministro explicou que a portaria que trata da emergência sanitária relativa ao novo coronavírus permitiria que a polícia atuasse até coercitivamente para o cumprimento das regras. O presidente é um crítico da medida.

A mensagem do presidente consta dos documentos anexados ao inquérito da Polícia Federal que apura a a interferência ilegal do presidente da República na corporação para proteger familiares e aliados de investigações.

A abertura do inquérito foi autorizada no final de abril pelo ministro Celso de Mello, do STF, após denúncia feita por Moro, em sua demissão. Nesta quarta-feira, a PF pediu a prorrogação do inquérito para ouvir o presidente.

A mensagem é citada pela PF num relatório de análise de material apreendido na investigação, que inclui mensagens do celular do ex-ministro.

Com informações do G1


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