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A Juíza do 1º Tribunal do Júri, Mirza Telma de Oliveira Cunha, conforte ofício nº 2.310 /2017, perguntou, quarta-feira, 27, ao coronel PM Cleitman Rabelo Coelho, titular da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP), se uma das cadeias públicas de Manaus possuia condições de receber o delegado Gustavo de Castro Sotero, que pudesse lhe assegurar a integridade física e psicológica na sua condição de delegado de polícia.

A resposta de Cleitman foi lacônica, mas reveladora: “não existe unidade prisional no Amazonas que possua dependência segura e isolada dos demais presos para a custódia de um policial.  O sistema penitenciário do Amazonas, como é do conhecimento  do Poder Judiciário, Ministério Público e demais autoridades da segurança, não se encontra totalmente estabilizado. O policial Gustavo de Castro Sotero será um dos principais alvo das facções criminosas, caso seja custodiado em estabelecimento prisional comum”.

Assim, e graças ao desmantelamento do sistema prisional no estado, o delegado Sotero, que matou a tiros, no Porão do Alemão, na madrugada do último sábado, dia 25, o advogado Wilson Justo Filho, não será transferido do cárcere da delegacia geral para uma das prisões especiais do sistema penitenciário de Manaus.

Mesmo que alguma das cadeias públicas coubessem, o delegado dificilmente ele seria transferido.

De acordo com as alegações apresentadas à juíza do 1º Tribunal do Júri pela advogada de Sotero, Carmem Valerya Romero Salvioni, o mesmo deve permanecer no cárcere da delegacia geral. (Manifestação do Réu)

Para tanto, Valerya se inspirou no Estatuto do Policial Civil, Art. 98. que diz o que  o policial civil, preso preventivamente, em flagrante delito ou em virtude de pronúncia, enquanto não perder o cargo, permanecerá em carceragem privativa da Delegacia Geral.

Veja declaração do coronel


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