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Uma das principais recomendações para evitar a propagação do novo coronavírus é o uso constante de máscaras em locais públicos. Se, por um lado, o item protege da Covid-19. Por outro, ele tem contribuído para que se consuma menos água.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), os relatos de pedras nos rins aumentam no período mais seco e quente do ano porque o calor, associado à baixa umidade do ar, provoca perda de água no organismo.

Além disso, em 2020, por causa da pandemia, o esperado é que os casos de cálculo renal aumentem. O uso de máscara faz com que se respire mais pela boca, o que ocasiona uma perda maior de líquido. As pessoas também tendem a beber menos água para evitar manusear a máscara.

“É preciso ficar alerta para não diminuir o consumo de água no período de seca. Outras doenças que sempre existiram vão continuar existindo apesar da pandemia”, lembra Maria Letícia Cascelli, médica nefrologista e diretora da Clínica de Doenças Renais de Brasília.

A existência de pedra nos rins provoca dor intensa na fase aguda. O sintoma geralmente é seguido por urina com sangue e, eventualmente, associado à isso, podem surgir infecções urinárias.

A urina contém substâncias que podem ser solubilizantes e calcificantes. Elas precisam estar em equilíbrio para evitar a formação de pedras.

“Em um ambiente com pouco água, os cristais tendem a colar um no outro e isso resulta no cálculo renal. Se você tem uma pedrinha e tem uma cachoeira em cima dela, ela vai embora. Mas se você tem uma pedrinha e não tem hidratação, ela vai ficar parada e impactar a via urinária”, explica Maria Letícia.

A Sociedade Brasileira de Nefrologia recomenda o consumo diário de 2,5 litros a três litros de água. O médico José de Resende Barros, do departamento de Nefrologia Clínica da SBN, conta que a medida é suficiente para gerar em torno de 2 litros de urina. “Uma boa dica é observar a cor da urina. O ideal é que esteja bem clara”, conta. (Metrópoles)


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