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O empresário do ramo da construção civil, Romero Reis, ao tomar posse no cargo de presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Manaus (Codese), na última sexta-feira (17) no auditório Auton Furtado da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), juntamente com a diretoria, que irá administrar a entidade pelo biênio 2020/2021, não perdeu tempo. Apresentou aos convidados, entre eles o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, a primeira-dama do município, Elizabeth Valeiko e o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Jório Veiga, – que representou o governador Wilson Lima-, um grande leque de possibilidades para libertar a capital da dependência do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM).

“Têm cinco possibilidades de novos segmentos relevantes: piscicultura, mineração, biotecnologia, polo digital e turismo. A vocação natural passa por estas atividades. A vocação atual foi construída. Quem podia imaginar há 53 anos que Manaus tinha vocação de fazer motos, de fazer concentrados, de fazer celulares, de fazer eletroeletrônicos? As vocações naturais não foram implementadas. Nós vamos sair da nossa zona de conforto e dizer: desses R$ 200 bilhões que queremos produzir fora do polo, quanto vai caber para piscicultura. Vamos vender proteína de peixe para China e faturar 20, 30, 40 bilhões de reais. Assim vamos conseguir gerar empregos”, enfatizou o novo presidente do Codese Manaus.  

Para colocar Manaus até 2038 entre as 10 melhores cidades para se viver e entre as 20 melhores cidades para fazer negócio, gerando alternativas econômicas capazes de produzir R$ 200 bilhões ao ano, o dirigente aposta na aplicação da verba de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), que tem orçamento estimado em R$ 1 bilhão para 2020, em qualificação da mão de obra local.

“Hoje, em Manaus, deve ter uns 500 postos de trabalho com salários acima de R$ 5 mil e não tem gente capaz de ocupar. Nas escolas, nas faculdades, as pessoas precisam aprender matemática de verdade. Isso vai permitir que Manaus fature R$ 50 bilhões por ano apenas com o Polo Digital”, prospectou Romero Reis.

Ato simbólico

Durante o evento, a nova diretoria do Codese realizou um ato para simbolizar o ‘pontapé’ no processo de evolução tecnológica que irá alinhar a iniciativa privada com o poder público.  

O prefeito de Manaus, Arthur Neto assinou termo de cooperação técnica com o Instituto Creathus e Codese para eliminar o papel na expedição de documentos como licenciamentos, aprovações, alvarás pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), que passarão a ser eletrônicos.  

Trabalho intensivo 

O empresário, Antônio Azevedo, que ficou a frente do Codese no período de 2018 a 2019, sendo o primeiro presidente da entidade, apresentou um balanço da sua gestão e as realizações obtidas em curto espaço de tempo.

“Eu acalentava um sonho de construir uma entidade que tivesse plena e ampla legitimidade para materializar um plano de longo prazo, que contribuísse positivamente na formulação das políticas públicas de governo.

Nestes dois anos, trabalhamos muito e tivemos conquistas significativas.Concretizamos o mapa estratégico do Codese Manaus em parceria com a OBS, a Fundação Dom Cabral. Tivemos o plano de trabalho da Câmara de Planejamento Urbano com ações baseadas no uso e ocupação do solo, mobilidade e meio ambiente; projeto piloto em parceria com a Semed e Happy Code voltado para o ensino de tecnologia e inovação nas escolas de nível fundamental. Iniciamos o ciclo de painéis para identificação do ambiente educacional voltadas para as novas matrizes econômicas, começando com o painel da piscicultura em 2019. Realizamos a 1ª e 2ª Feira do Polo Digital de Manaus, marco relevante desta promissora matriz econômica. Iniciamos as tratativas preliminares para a contratação de consultoria, voltada para levantar o potencial das novas matrizes econômicas. Contamos com a participação de centenas de voluntários, estrelas do nosso Codese. Continuo minha missão como conselheiro deliberativo para permanecer contribuindo com Manaus”, declarou Antônio Azevedo. 

O vice-presidente, Euler Souza, em seu discurso afirmou que irá trabalhar para dar visibilidade à capital, revelando para os visitantes as diversas matizes da cidade encravada no meio da floresta Amazônica.

“Manaus figura na história do Brasil como grande protagonista e a nossa tarefa é continuar este trabalho de desenvolvimento. Precisamos fazer com que o Brasil e o mundo conheçam a história da cidade que já foi chamada de Porto de Lenha, Paris dos Trópicos, Metrópole da Amazônia. O meu sonho, e é por isso que eu estou aqui hoje, é que possamos juntos desenvolver um futuro muito mais brilhante para Manaus de forma estratégica, de forma planejada, de forma coesa, de forma criativa e inovadora”, afirmou.  

O secretário Jório Veiga aprovou os projetos em andamento assim como o planejamento das ações a serem desenvolvidas nos próximos 2 anos. Revelou que o Codese, composto por representantes de 24 entidades da sociedade civil organizada, mesmo com o curto período de existência, tornou-se uma referência em planejamento urbano sob vários aspectos. 

“Não é mais o futuro da minha cidade, mas o futuro do nosso estado porque cresceu tanto, tem tantas ideias, tantos projetos que ultrapassou os limites da nossa querida Manaus. Quando vem alguém conversar, principalmente de órgãos internacionais, uma das coisas que a gente traz a tona é a participação do Codese porque esta entidade dá a gente a sustentação necessária para discutir o futuro. O que a gente quer é que mais gente se junte ao Codese para torná-lo mais forte para defender estas questões transversais, que tanto nós precisamos. Tem vários projetos, que agora mais maduros, devem começar a ser implementados” posicionou-se o titular da Sedecti. 

A preocupação com a reforma tributária, com a redução dos incentivos para o polo de concentrados assim como alterações na dinâmica da Zona Franca de Manaus foi externada pelo vice-presidente da Fieam, Nelson Azevedo, que pediu a união de todos em torno de um objetivo comum: divulgar os pontos positivos da ZFM, revelando a enorme contribuição repassada pelo Amazonas à União. 

“Somos responsáveis diretos pela preservação de mais de 97% da floresta amazônica existente em nosso estado. É preciso dizer ao Brasil a importância socioeconômica. Geramos, em torno de 3 vezes e meia, recursos a mais do que recebemos.  Recolhemos R$ 15 bilhões a cada ano para os cofres públicos e recebemos de volta pouco mais de R$ 4,5 bilhões. Somos demonizados pela discreta contrapartida fiscal que usamos, como se fossemos responsáveis pelo hospício tributário chamado Brasil. Queremos que as riquezas aqui geradas sejam usadas para consolidar,  adensar, diversificar e interiorizar nosso desenvolvimento”, pontuou o vice-presidente da Fieam.

Nelson Azevedo salientou ainda que “o momento que atravessamos é crucial e exige de todos nós uma tomada de posição conjunta, solidária e construtiva. É imprescindível a união da classe política e entidades, como o Codese para de forma apartidária, desenvolver ações conjuntas para vencer os desafios urgentes”, reiterou. 

O prefeito fechou o evento reconhecendo o papel desempenhado pelo conselho para o engrandecimento de Manaus. “O Codese em 2 anos é uma organização vitoriosa e que tem muito a oferecer a cidade de Manaus. Assim como chega em um momento ideal para nos ajudar a inserir o Amazonas na quarta revolução industrial”, declarou Arthur Neto.


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