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Mesmo com a corrida aos supermercados e às farmácias, o fechamento do comércio não essencial a partir da segunda quinzena de março com os decretos de isolamento social para conter o avanço do coronavírus provocou queda de 2,5% nas vendas do varejo na comparação com fevereiro, com ajuste sazonal. 

O resultado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 13, veio melhor que a mediana das expectativas coletadas pelo Projeções Broadcast, que previa recuo de 4,70%.

Vendas de veículos em baixa

No varejo ampliado, que inclui vendas de veículos e de material de construção, a queda foi ainda maior, de 13,7% ante fevereiro. A medida das estimativas feitas pelos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast era de retração de 14,35%.

O resultado foi puxado pela forte queda nas vendas de veículos em março. A Fenabrave, associação que reúne as concessionárias, reportou que o nível de vendas foi o pior para o mês desde 2006, com queda de 21,8% ante o mesmo período de 2019.

Na comparação com fevereiro, os dados da associação indicam retração de 32% nas vendas de veículos, em números ajustados sazonalmente pela pesquisadora Luana Miranda, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

A situação deve piorar em abril, primeiro mês completo em que vigorou a proibição de funcionamento para o comércio não essencial diante do avanço da pandemia de coronavírus no País.

Considerando os dados da Fenabrave e as sondagens do comércio e dos consumidores da FGV, Luana projeta queda de 33% no varejo ampliado em abril ante o mesmo mês de 2019. Para o ano, a expectativa do Ibre é de retração de 7,1% do varejo ampliado.

O economista Vitor Vidal, da LCA Consultores, avalia que, com os números apresentados pela Fenabrave em abril, o setor deve aprofundar a retração. Preliminarmente, ele projeta queda de 12,6% no varejo ampliado no quarto mês do ano.

“São quedas de uma magnitude que nunca vimos antes”, afirmou. A LCA projeta queda de 0,7% no PIB do primeiro trimestre, mas o economista afirma que há um “claro viés de baixa” depois da divulgação dos dados de produção industrial (-9,1%) e de volume de serviços (-6,9%) de março.  (Estadão)


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