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O governo da Venezuela responsabilizou nesta segunda-feira o governo da Colômbia por “qualquer nova agressão” que ocorra no país, depois do atentado que o presidente Nicolás Maduro diz ter sofrido e do qual acusa o líder colombiano, Juan Manuel Santos.

“Fazemos responsável o governo da Colômbia de qualquer nova agressão ou tentativa de propiciar do seu território ou de espaços na fronteira qualquer provocação contra a pátria de Bolívar”, diz, em comunicado, o Ministério de Relações Exteriores venezuelana.

Para o Executivo venezuelano, é “suspeito” que o governo colombiano “defenda com veemência” o presidente Juan Manuel Santos quando suas “permanentes agressões e provocações” são “incontáveis”, ainda mais depois de ele declarar recentemente que achava que a queda de Maduro estaria próxima.

O governo venezuelano diz que Santos “facilitou e permitiu” que pessoas procuradas pela Justiça venezuelana que tem como propósito “atentar contra o estado de direito” se instalassem em sedes de poderes públicos da Colômbia. Igualmente considera “surpreendente” que a primeira reação do governo colombiano “não seja de condenar” nem para “expressar preocupação com a vida do chefe de Estado de um país vizinho”.

O texto oficial também diz que é “revelador” que o governo da Colômbia qualifique o fato de “suposto” com o que fica clara “a intenção de pôr em dúvida a tentativa de magnicídio”.

Maduro denunciou no sábado que sofreu uma tentativa de assassinato em um ataque com drones em Caracas quando fazia o discurso pelos 81 anos da Guarda Nacional Bolivariana. O líder venezuelano denunciou que por trás disso estão “a extrema-direita venezuelana em aliança com a extrema-direita colombiana” e garantiu não ter dúvidas de “que o nome de Juan Manuel Santos está vinculado ao atentado”.

Hoje, Santos negou qualquer envolvimento na participação do atentado. Ele, que ainda não tinha se pronunciado a respeito, disse que resolveu falar agora para “deixar as coisas claras porque dizem que quem cala, consente”.(EFE)


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