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Em mais uma Tribuna Popular realizada de forma remota, mas com caráter claro de viabilizar ações mais concretas para a população, durante e após a pandemia da Covid-19, os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) receberam na última quarta-feira (10), o secretário municipal de Meio Ambiente, Antônio Nelson Júnior. Vários assuntos foram abordados na sessão plenária virtual, mas dois em especial chamaram atenção, logo no início da conversa: a necessidade de desburocratizar os processos ambientais e a viabilidade de uma política de arborização mais eficaz para a capital amazonense.

Antônio Nelson, de 39 anos, que recentemente travou uma luta de aproximadamente 50 dias para sobreviver aos efeitos provocados pelo novo coronavírus, foi questionado sobre os dois assuntos pelos vereadores Eloi Abreu (PMN) e Marcel Alexandre (Podemos), respectivamente.

Marcel utilizou o termo “selva de pedra” e uma pesquisa que coloca Manaus entre as capitais menos arborizadas do país, para sugerir uma revisão na política adotada pelo poder público sobre a temática.

O secretário justificou que, desde 2013, quando Manaus era a penúltima no ranking de arborização, segundo o Censo de 2010, a prefeitura tem procurado corrigir o que chama de “equívocos do passado”, no que tange ao tipo de árvores plantadas na cidade, que teria desconsiderado as características climáticas da região, entre outras situações. Ele citou o projeto “Arboriza Manaus”, implantado em 2015 com o objetivo de mudar o status da cidade, como o ponta-pé-inicial de mudança para uma nova realidade.

“O trabalho de meio ambiente é feito de médio a longo prazo. Já entramos com nossos serviços em cento e oitenta logradouros, em grande escala, e mantemos um trabalho contínuo. O resultado pode ser observado nas avenidas Darcy Vargas, Noel Nutels e Djalma Batista, que está toda florida”, disse.

Perguntado por Joelson Silva (Patriota), sobre o porcentual do quanto foi melhorado em termos de arborização e recuperação em várias áreas, o secretário informou que, pelo trabalho que vem sendo realizado e em comparação com outras cidades, Manaus dará um salto importante na lista. Os números poderão ser comprovados por ocasião do novo Censo, previsto para sair este ano, ou em 2021, no mais tardar.

Joelson Silva se referiu ao resultado de uma das indicações feitas por ele, junto ao Executivo Municipal, que transformaram locais como a praça do Kíssia, em frente do colégio La Salle, bairro Planalto, zona Centro-Oeste, numa espécie de cartão postal da cidade.

“Hoje, o local possui uma jardinagem linda, que foi elogiada por todos. Totalmente diferenciado”, ressaltou o presidente da CMM.

Burocracia

Sobre a burocracia na liberação dos processos, Antônio Nelson informou que um comitê de desburocratização já começou a ser implantado e posto em prática na Semmas. A medida tem contribuído com a secretaria, inclusive, de forma digital, apesar dos contratempos relacionados, principalmente, às Áreas de Preservação Ambiental (APPs), provocados por um Código Florestal defasado e que precisa de atualização, urgente.

Poda

Em relação à poda das árvores, outro ponto questionado na reunião e que também está dentro do processo de desburocratização da Semmas, Antônio Nelson justificou que precisa ser feito de forma técnica e responsável.

“Qualquer árvore a ser cortada ou podada, necessita de autorização. Agora, durante a pandemia, estamos fazendo um teste virtual de algumas dessas autorizações, com a utilização de fotos que a própria população nos manda. Dessa forma, conseguimos autorizar muito mais rápido, sem precisar da visita de campo”, explicou.

Outros assuntos

A ampliação no número de parques da Juventude, com a preservação de animais como o sauim, sugerida pelo vereador Elias Emanuel (PSDB), também deu o tom da conversa.

Pandemia

Antes de responder as indagações de todos os parlamentares presentes à sessão, o titular da Semmas fez uma síntese de como tem atuado para manter a secretaria em atividade no período da pandemia. A exemplo de outros órgãos, ele disse que tem procurado manter o trabalho em regime de escala presencial e de home office (trabalho em casa).

“Nós tivemos que reduzir as equipes de campo, da parte operacional, para evitar o contato muito próximo com o novo coronavírus. A maioria, com idade avançada, precisou ficar em casa, mas, para os que continuam na ativa, disponibilizamos EPI (Equipamento de Proteção Individual) completo, mesmo debaixo de sol, para que não corram nenhum risco”, disse o secretário.

Inaugurações

Todas as ações de inauguração e aglomerado previstas pela Semmas serão feitas num segundo momento, mas serão entregues para a população, segundo o secretário. Ele apontou a educação ambiental como uma das atividades mais importantes e delicadas, desenvolvidas pela secretaria, na atualidade.

“É um trabalho de formiguinha, mas que muda a consciência ambiental. A maior prova disso é que temos um índice muito pequeno de perdas de muda na cidade em relação ao passado”, comparou.


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