Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

O Congresso em Foco teve acesso em primeira mão ao vídeo do primeiro depoimento prestado à polícia pelo advogado Helvidio Nunes Neto, vítima de um tiro disparado pelo deputado estadual Alexandre Knoploch (PSL-RJ). Ainda no hospital, Helvidio relatou o ocorrido, com uma versão bem semelhante à relatada ao site no dia 17 de julho.

No depoimento, a vítima afirma que Knoploch entrou no bar Noah, na Asa Sul, em Brasília, acompanhado de mais dois deputados do PSL do Rio de Janeiro. Para entrar, segundo o advogado, o grupo ameaçou chamar a fiscalização. No local estava acontecendo uma festa clandestina e, de acordo com a vítima, os deputados começaram a mexer com as mulheres que estavam no ambiente. Isso foi o estopim para iniciar uma briga. Já no lado de fora, Helvidio avistou Knoploch e por confundi-lo com outro deputado, desferiu um soco no parlamentar carioca, que caiu e atirou contra ele.

Advogado de defesa do deputado Alexandre Knoploch, Claudio Castro Mattos, afirmou ao Congresso em Foco no dia 17 de julho, que a primeira versão dada pela vítima e sua namorada para a polícia não era a mesma que estava sendo divulgada. Porém, como é possível constatar no vídeo, o que muda na versão do primeiro depoimento, é que a vítima fala em três tiros disparados contra ele. Porém, para a reportagem Helvidio assumiu que foi um equívoco.

A namorada da vítima, por sua vez, contou uma versão diferente no primeiro depoimento para a polícia. “Ela afirmou à polícia que eles estariam passando, de Uber, quando supostamente avistaram um casal discutindo na rua e ele teria parado para intervir e, ao descer do carro, teria sido atingido por um tiro”, contou Cláudio para a reportagem.

Helvidio assume que ela teria dado uma versão diferente dos fatos, mas que isso teria ocorrido por pressão de um amigo do dono do bar, que pediu para não envolverem o estabelecimento na confusão.

Processo por calúnia

A vítima do tiro está sendo processada por calúnia e difamação pelo deputado Knoploch, por ter afirmado ao site, que o político carioca tentou convencê-lo a mudar de versão após pagamento da primeira parcela de um acordo extrajudicial. O parlamentar está processando o advogado pelas “afirmações caluniosas feitas por ele à imprensa recentemente”.

Knoploch foi procurado por Helvidio no dia seguinte ao ocorrido. Segundo o político,  na ocasião, o advogado pediu ajuda para pagar despesas médicas e fisioterapia. “Foi quando Knoploch respondeu que ajudaria dentro daquilo que pudesse, mas que agiu em legítima defesa porque havia sido agredido covardemente pelas costas”, diz material divulgado pela assessoria de imprensa do deputado.

Veja a nota do deputado Knoploch na íntegra:

O deputado estadual Alexandre Knoploch afirma que vê com muita estranheza a nova versão dada pelo advogado Helvídio Neto. Reitera ainda que agiu em legítima defesa e moverá uma ação penal contra Helvídio, inicialmente, por calúnia e difamação.

Isso porque a versão por ele apresentada mais recentemente não condiz com a realidade dos fatos. No último dia 2, o deputado foi convidado para uma reunião particular em Brasília. Ou seja, a versão sobre “carteirada” não é verdadeira.

Além disso, a defesa de Alexandre Knoploch não tentou fazer nenhum acordo financeiro com Helvídio, após o ocorrido. O que houve foi um acordo para custeio de despesas médicas, a pedido do próprio Helvídio. Foram combinadas 15 parcelas no valor de R$ 1.250, para arcar com serviços como os de fisioterapia.

A defesa de Knoploch não tentou convencer Helvídio a mudar de versão em nenhum momento. Pelo contrário: a iniciativa de procurar a delegacia de polícia partiu do próprio parlamentar, relatando a veracidade dos fatos, em boletim de ocorrência. Foi dele também a iniciativa de pedir exames complementares, provando que não havia ingerido álcool.

Vale a pena lembrar que Knoploch agiu em legítima defesa, disparando contra o pé de um homem que o agrediu, em via pública, pelas costas.

No dia seguinte ao ocorrido, foi contactado pelo próprio Helvídio que lhe pediu desculpas pela agressão e confirmou que havia confundido o deputado com outra pessoa.

O parlamentar afirma também que não cederá a nenhuma tentativa de extorsão.


Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •