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O governador Wilson Lima bem que poderia, ainda que mediocremente, ter o controle dos microfones do “Alô Amazonas” às mãos. Mas não… preferiu renunciá-lo e se aventurar a governar com todas as suas complexidades o estado do Amazonas.

Uma decisão suicida, digamos assim. (E não foi por falta de aviso.)

Amazonino Mendes, do alto dos seus 78 anos de idade e com a experiência de sete mandatos eletivos, profetizou o que seria o Amazonas governado pelo inexperiente radialista, e adivinhe? Não deu outra!

Wilson Lima é um desastre governamental.

Antes mesmo de completar um ano à frente do Executivo Estadual, rescinde, criminosamente, no momento mais crucial do sistema de saúde pública do estado, o contrato com o Instituto de Cirurgia do Estado do Amazonas (ICEA). Motivo? Pura birra.

Até a decisão suicida do governador do Amazonas, o Icea atendia os SPAs, prontos-socorros, hospitais das fundações e maternidades de toda a grande Manaus.

E por que absurda decisão? Recompor as finanças do estado é a resposta.

E as cirurgias de urgência e emergência, além das eletivas que, abarrotarem os hospitais e ampliam as já intermináveis filas de espera, como ficam?

A conclusão fica por conta do povo.

Por menos disso, entretanto, o ex-governador José Melo foi algemado e trancafiado em uma das celas do Compaj.

Ah! Pra não esquecer: em 180 dias de governo, Wilson Lima tirou a Polícia Militar das ruas, milhares de estudantes de sala de aula e, hoje, todo funcionalismo público que, à propósito das duas categorias de trabalhadores, entraram em greve.

Nota da Susam

A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) rescindiu parcialmente o contrato nº 006/2016 com o Instituto de Cirurgia do Estado do Amazonas (ICEA). A medida foi tomada na quarta-feira (7/8), motivada pela decisão unilateral do ICEA de paralisar o atendimento em nove Serviços de Pronto Atendimento (SPA), provocando desassistência à população. Uma nova empresa está sendo contratada para cobrir os plantões nos SPAs.

A decisão foi comunicada ao presidente do ICEA, José Francisco dos Santos, por meio do ofício nº 3.980/2019. Segundo o documento, a partir das 19h desta quarta-feira (7/8), o referido instituto não atuará mais nas seguintes unidades de saúde de Manaus: SPA Alvorada, SPA Joventina Dias, SPA São Raimundo, SPA Colônia Antônio Aleixo, SPA Danilo Corrêa, SPA Eliameme Mady, SPA José Lins, SPA Zona Sul e SPA Coroado.

O ICEA continuará prestando os serviços na rede, mas o valor referente aos plantões que a empresa cobria nos nove SPAs, onde atuava até a paralisação, iniciada sábado (03/08), será suprimido do contrato. Com isso, o contrato que tem valor global hoje de R$ 50 milhões/ano para atender, além dos SPAs, prontos-socorros, hospitais das fundações e maternidades, passará para cerca de R$ 45 milhões/ano.

O contrato nº 006/2016 tem como objeto a prestação de serviços médicos especializados em cirurgia geral. Com sua rescisão parcial, o ICEA passa a executar os serviços apenas nas seguintes unidades: Hospital e Pronto-Socorro (HPS) Platão Araújo, Maternidade Ana Braga, Maternidade Balbina Mestrinho, Maternidade Alvorada, Maternidade Azilda Marreiro, Maternidade Nazira Daou, HPS 28 de Agosto, HPS João Lúcio, Hospital Adriano Jorge, e os prontos-socorros da Criança das zonas Leste, Sul e Oeste.

A Susam está organizando o reordenamento da rede de assistência, com a otimização de serviços que permitem a redução no valor de contratos, sem prejuízo ao atendimento.

A secretaria está recorrendo da decisão da justiça em favor do ICEA que ordena o pagamento de dois meses, já que não se completaram ainda os três meses de atrasos previstos em lei para a quebra de contrato, e vai continuar negociando com os médicos.

O Governo está pagando regularmente o ano corrente e já pagou duas parcelas de 2018. Recebeu uma dívida de R$ 1,1 bilhão com fornecedores e prestadores de serviços, para um orçamento de R$ 2,4 bilhões, e não há receita suficiente para quitar tudo em sete meses de governo, como querem os cirurgiões. O Governo pretende negociar os atrasados.


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