O empresário José Lopes, conhecido por "Zé Lopes" no (detalhe) já tinha sido preso pela PF na Operação Ojuara, em junho (Montagem Fato Amazônico)
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O empresário e pecuarista José Lopes, conhecido como “Zé Lopes”, preso por agentes da Polícia Federal nesta terça-feira (30) na “Operação Eminência Parda”, sexta fase da Operação Maus Caminhos, recebeu cerca de R$ 20 milhões via Instituto Novos Caminhos e entregues pelo médico Mouhamad Moustafá, apontado pelo MPF como líder de uma organização criminosa que desviou mais de R$ 100 milhões da saúde no Amazonas.

A PF prendeu ainda o empresário Gustavo Macário Bento e a assessora de Zé Lopes, identificada como Edit Hosada, ela foi presa temporariamente em Boca Acre (AM), mas será encaminhada para Manaus, onde prestará depoimento.

De acordo com as investigações, Edite Hosada auxiliava Zé Lopes no recebimento dos valores pagos por Mouhamad Moustafá.

As investigações identificaram que Zé Lopes usava a empresa G.H Macário Bento para desviar e lavar dinheiro público através de contrato com o Instituto Novos Caminhos para fornecimento de alimentação para unidades de Saúde do Amazonas. Conforme o delegado Alexandre Teixeira, a empresa recebia valores por serviços que não eram prestados ou prestados com sobrepreço por quantidade ou valor.

“A investigação detectou que havia um repasse, periodicamente,no valor de R$ 1,04 milhão, que era entregue em espécie. As entregas ocorreram por um período, aproximado, de dois anos. É possível inferir que foram realizadas em torno de 20 entregas deste valor”, afirmou o delegado.

Alexandre Teixeira disse que à época dos crimes Zé Lopes, entre março de 2014 e agosto de 2016, morava no Condomínio Ephigênio Salles, mesmo local onde residia o médico Mouhamad Moustafá, e que isso facilitava a entrega do dinheiro em espécie ao empresário e pecuarista.

Eminência Parda: Polícia Federal deflagra nova fase da Operação Maus Caminhos


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